"Um dia eu passo a empresa para eles." Quando um fundador diz isso sem data, sem critério e sem nada escrito, a sucessão já está atrasada. Ela costuma ser decidida às pressas, na pior hora possível.
Por que a sucessão é sempre adiada
Falar de sucessão é falar de envelhecimento, de morte e de escolher entre filhos. O fundador se sente insubstituível, os herdeiros evitam parecer interessados e a família prefere não mexer no assunto. Enquanto isso, a empresa segue dependendo de uma pessoa só.
O que acontece quando não há plano
- Herdeiros sem preparo assumem a gestão de uma hora para outra;
- Conflitos entre ramos da família chegam à mesa da empresa;
- Um inventário sem planejamento pode travar quotas e decisões por muito tempo;
- Clientes, bancos e equipe perdem a referência de quem decide.
Por onde começar
Sucessão tem duas frentes: a gestão (quem vai dirigir) e a propriedade (quem vai ser dono). Elas não precisam ter a mesma resposta. Um caminho seguro passa por cinco passos:
- Separar sucessão na gestão de sucessão na propriedade;
- Definir critérios objetivos para candidatos, familiares ou executivos de mercado;
- Criar regras de entrada de familiares na empresa no protocolo de família;
- Planejar a transferência do patrimônio com advogados e contadores parceiros;
- Fixar um cronograma e o novo papel do fundador, de preferência no conselho.